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Albânia, o que visitar? Roteiro de 2 semanas

por Fábio Santos

Albânia, desconhecida ainda por muitos, mas cada vez mais na ribalta do turismo mundial, este pequeno país dos Balcãs promete nos próximos anos tornar-se um dos destinos mais procurados da Europa. As suas belas praias, em muito semelhantes às da vizinha Grécia, as históricas e incríveis cidades otomanas, juntamente com as montanhas albanesas que fazem-nos lembrar os melhores cenários do Alpes Suíços, tornam a Albânia um país diversificado, completo e incrivelmente bonito. 

As paisagens, as cidades e, logicamente, as praias são os principais motivos que nos levaram à Albânia, mas para além da confirmação de um país realmente incrível, encontrámos ainda uma tremenda hospitalidade, uma gastronomia divinal e um país bastante seguro. 

Acresce que é um país bastante económico, com valores de alojamento e alimentação bastante abaixo do padrão europeu, mesmo em comparação com Portugal. A Albânia é um dos países mais pobres da Europa o que, embora traga benefícios em termos de custos, traz alguns desafios que tentaremos desmistificar. Por isso, ao longo do artigo, reunimos uma série de dicas importantes bem como damos a conhecer o roteiro que fizemos na nossa viagem de 2 semanas por solo albanês. 

Dicas Úteis | Albânia

  • Cidadãos da UE podem entrar sem passaporte, apenas é necessário apresentar o Cartão de Cidadão com pelo menos 90 dias de validade;
  • Todas as cartas de condução internacionais são aceites;
  • Desativar os dados móveis antes de entrar na Albânia de forma a evitar custos elevados de roaming;
  • Comprar um cartão SIM pré-pago com Internet (várias operadoras têm loja no Terminal do Aeroporto de Tirana);
  • Tenha sempre dinheiro consigo uma vez que ainda é o principal método de pagamento. Levantar dinheiro nas Caixas de Multibanco do CredinsBank ou Posta Shqiqtare que não cobram taxas;
  • Euros e cartão multibanco são facilmente aceitáveis e utilizáveis nos locais mais turísticos como Ksamil ou Tirana;
  • Não é necessário adaptador para as tomadas;
  • Trazer sapatos de mergulho pois a maioria das praias são de pedra;
  • Beber água engarrafada, várias localidades com água contaminada com metais pesados (não arriscar beber água da torneira);
  • Tenha por perto os números de segurança em caso de algum problema: Ambulância (127), Bombeiros (128) e Polícia (129).

Albânia | Quando visitar?

Os melhores meses, ou estações do ano, ideais para conhecer um país depende muito do objetivo que pretendemos com a nossa visita. Caso seja as praias o motivo que o traz até à Albânia, os meses de junho a setembro são claramente os mais indicados, pelas razões óbvias da boa meteorologia e fraca pluviosidade. Caso sejam as caminhadas e descobrir os encantos dos Alpes Albaneses, as melhores alturas serão a primavera ou outono, quando as temperaturas são mais amenas.

Para uma viagem digamos mais abrangente, onde consiga descobrir os encantos naturais da Albânia e aproveitar igualmente as praias, aconselhamos os meses de maio e junho e de setembro e outubro. São meses onde a procura turística é mais baixa e também onde as temperaturas são, por vezes, mais amenas e onde se consegue fazer um maior número de atividades.

Albânia | Como chegar?

Até ao momento não existem voos diretos de Portugal para a Albânia, sendo necessária a realização de escala. A porta de entrada via aérea no país é na sua capital, Tirana, pelo Aeroporto Internacional de Tirana Madre Teresa. O nosso voo de ida foi através da Air Serbia com escala em Belgrado, que durou no seu total cerca de 6h. Existem outras opções nomeadamente com escalas em Milão e voos de ida até Tirana através da Wizz Air.

Albânia | Devo alugar um automóvel?

Para quem pretende visitar vários locais da Albânia: cidades, praias localizadas fora das grandes cidades, Alpes Albaneses, é claramente imprescindível alugar um automóvel. Na nossa estadia pretendíamos fazer uma roadtrip e por isso decidimos alugar previamente um carro. 

Recorremos ao Rentalcars, um site agregador de várias opções de companhias de aluguer de carros e escolhemos a Sicily by Car dado as boas reviews que existiam no site. Foi nos dado um carro praticamente novo e não tivemos qualquer problema durante os nossos 15 dias de estadia e, no momento da entrega, não houve qualquer complicação.  

Albânia | Como é a gastronomia albanesa?

Confessamos que à partida íamos receosos de não apreciar a gastronomia albanesa, mas durante a nossa viagem nunca tivemos qualquer problema com a alimentação e foi até uma agradável surpresa.

A Albânia é um país predominantemente rural e agrícola e é nos vegetais que encontramos génese da gastronomia típica albanesa. Queijo de cabra é outro alimento presente em praticamente todas as refeições, seja no pequeno-almoço, saladas e até como entrada. Deixamos abaixo alguns dos pratos típicos que irá encontrar na maioria dos restaurantes:

  • Byrek – uma espécie de massa folhada que pode ter vários recheios (os mais comuns são espinafre e ricota).
  • Fergesë – refugado com queijo ricota e tomate
  • Qofte – idêntico à almôndega 
  • Speca te Mbushur/Bajaldi – Pimento e Beringela recheada com legumes, embora possa ser recheada com outros ingredientes
  • Sarme – couve recheada com carne e arroz. Um dos meus pratos albaneses favoritos!
  • Qifqi – tradicional de Gjirokastër e consiste em pequenas bolas feitas de arroz
  • Raki – Aguardente típica

Roteiro Albânia | 14 dias

1º dia | Lago Bovilla – Tirana

Lago Bovilla

A primeira paragem na nossa visita à Albânia foi o Lago Bovilla que fica localizado a 23km do Aeroporto Internacional de Tirana, mas pasme-se que, embora a distância seja pouca, o trajeto demora quase 1h a ser realizado. A certa altura, nas proximidades do lago, a estrada torna-se de terra batida com muitos buracos pelo meio que, com muito cuidado e baixa velocidade, consegue-se ultrapassar.

Ultrapassados todos esses obstáculos e já nas proximidades do Lago Bovilla, as paisagens são fascinantes e a cor da água maravilhosa. É deste enorme reservatório que sai a maioria da água potável que abastece a capital Tirana. Estacionamos o automóvel nas proximidades do Restaurante Bovilla e realizamos a caminhada até à Montanha Gamti de onde se obtém a mítica vista sobre o Lago. Para subir até à montanha é necessário pagar 100 leke (0,85€) para a utilização das escadas. 

Tirana

Longe de ser o motivo da nossa vinda à Albânia, mas por ser a cidade onde aterramos e também por ser a capital do país, Tirana foi o nosso primeiro contacto com o país. As nossas expetativas eram baixas à partida e o que vimos da cidade também não nos impressionou. 

Embora tenha uma série de atrações que merecem ser conhecidas, não ficamos encantados a cidade e com a sua vibe. Uma cidade onde fica a nú as fracas capacidades económicas do país, principalmente pela muita quantidade de habitações precárias, para além de ser uma cidade com bastante lixo, sendo mais evidente no caudal do Rio Lana que divide a cidade. 

Da nossa passagem por Tirana destacamos a Praça Skanderbeg, principal praça da cidade bastante larga e onde se concentra a maioria da população, o Bunker’Art 2 por nos explicar o período conturbado vivido pelos albaneses durante o domínio comunista e o Bairro Blloku por ser o mais animado com muita oferta de bares e restaurantes, a verdadeira zona in da cidade.

Na nossa passagem fizemos uma caminhada pela cidade, por onde passamos por estes locais:

  • Praça Skanderberg (Sheshi Skënderbej)
  • Museu de História Nacional (Muzeu Historik Kombëtar) – localizado na Praça Skanderbeg
  • Mesquita Hajji Et’hem Bey (Et’hem Bej Mosque) – localizado na Praça Skanderbeg
  • Torre do Relógio (Kulla e Sahatit) – localizado na Praça Skanderbeg
  • Bunker’Art 2 – localizado na Praça Skanderbeg
  • Pazari i Ri (principal mercado)
  • Rruga Murat Toptani (rua pedestre)
  • Reja – The Cloud (construção artística de origem japonesa)
  • Piramida (Pirâmide de Tirana)
  • Namazgjah Mosque Tiranë
  • Ponte Tanner
  • Bloku (zona de cafés)
  • Postblloku – Memorial ao isolamento que o povo albanês viveu durante o regime comunista
  • Parku i Madh “Kodrat e Liqenit” – Grand Park of Tirana
  • Dajti Ekspres (teleférico, 6€ por pessoa)

Curiosidade: Bunker’s da Albânia

A Albânia esteve 45 anos (1944-1991) sobre um regime político opressivo, incluído 30 anos sobre domínio do ditador comunista Enver Hoxha. O regime comunista só caiu na década de 1990, sendo por isso ainda considerado história recente.

Uma das paranoias de Hoxha era o medo da Albânia ser invadida tendo por isso construído cerca de 173.000 bunkers nucleares espalhados por todo o território. Atualmente os albaneses aproveitam os bunkers para outras finalidades: museus e galerias por exemplo.

Onde dormir?


Lake Drive Rooms&Apartments – Alojamento nas proximidades do Lago de Tirana, com quartos luxuosos e bem decorados, a poucos metros do centro da cidade.

Onde comer?


Restaurant Piceri Era “Blloku” – Restaurante especializado em comida típica albanesa que concilia as receitas tradicionais com um toque de requinte. Gostamos tanto que se tornou no nosso restaurante favorito da Albânia.

2º dia | Berat

Berat

O nosso segundo dia foi dedicado à cidade de Berat, também conhecida como “a cidade das mil janelas” pela forma como as casas empoleiradas no vale caem em cascata deixando visível as suas inúmeras janelas. Todas elas de pedra, estas típicas casas otomanas que constituem o centro histórico estão classificadas como Património Mundial da UNESCO.

Vaguear por esta maravilhosa cidade é uma das melhores recordações que trazemos da Albânia, caminhar por entre as suas estreitas ruas, conhecer os mercados, gastronomia e as ruínas do seu castelo bizantino. 

Numa visita a Berat não deixem de passar por estes locais:

  • Castelo de Berat 
  • Mesquita Vermelha de Berat
  • Cidade Velha de Mangalem
  • Ponte Gorica
  • Bairro Gorica
  • Museu Etnográfico Nacional 
  • Igreja de São Spiridon
  • Museu de Iconografia Onufri 
  • Igreja da Santíssima Trindade
  • Bulevardi Republika

Onde dormir?


Berati Castle Hotel– Alojamento familiar localizado no interior do Castelo de Berat, onde fomos recebidos com grande hospitalidade. O pequeno-almoço é tipicamente albanês, mas tinha uma grande variedade e qualidade nas opções apresentadas.

Onde comer?


Eni Traditional Food Berat – Restaurante ideal para provar os principais pratos da gastronomia albanesa, como a beringela e pimento recheado, fergesë ou a moussaka. Todos os pratos tinham grande qualidade e o preço é bastante convidativo.

3º dia | Ujëvara e Bogovës – Kanionet e Osumit – Gjirokaster

Ujëvara e Bogovës

No terceiro dia seguimos em direção a sul para visitarmos a nossa primeira cascata albanesa, a Ujëvara e Bogovës. Seguindo o GPS deixará o carro na pequena localidade de Bogovës, num estacionamento de terra batida e daí iniciar uma caminhada de cerca de 30min em terreno plano. O trajeto não tem qualquer dificuldade, basta apenas seguir o rio numa estrada ampla.

Ao chegar será presenteado com uma cascata de 20 metros de altura que forma uma pequena piscina profunda de águas bem geladas, mas muito límpidas. O local é lindo e durante a nossa visita o dia era quente e propício a banhos, mas nem assim conseguimos enfrentar as baixas temperaturas da água. 

Kanionet e Osumit

A nossa próxima paragem foi o Kanionet e Osumit, conhecido como o Grand Canyon da Albânia, dada a altura das suas escarpas que acompanham o rio Osum ao longo de 13km. Além de poder admirar num dos muitos miradouros existentes ao longo do canyon, é possível ainda nadar pelo leito do rio ou para quem quiser uma atividade mais radical, fazer rafting.

Na nossa visita não tivemos muita sorte e começou a chover copiosamente enquanto visitávamos o miradouro e por isso não nos aventuramos a nadar pelo rio, que dizem ser uma experiência bem gira.

Foi na visita ao Kanionet e Osumit e na viagem até Gjirokaster que surgiu um dos maiores desafios da nossa visita à Albânia. Ao seguirmos as indicações do GPS fomos em direção a uma estrada de terra batida em péssimas condições que juntando às péssimas condições atmosféricas decidimos não fazer. Não tivemos alternativa do que voltar a Berat e depois seguir até Gjirokaster, o que resultou em 4h de condução.

Gjirokaster

Terminámos o dia na cidade que mais nos encantou, tanto pela sua beleza, como pela simpatia das pessoas que fomos encontrando ao longo da nossa estadia em Gjirokaster. Conhecida como “Cidade da Pedra” esta cidade, à semelhança de Berat, tem o seu centro histórico distinguido como Património Mundial da UNESCO.

Cidade assente numa colina, onde do alto do Castelo de Gjirokaster podemos admirar os seus casarios de pedra e telhados de ardósia que são míticos desta cidade, enquanto surge como pano de fundo as altas encostas do vale do Rio Drino. O seu centro histórico é bem arranjado, com muito comércio local onde as tapeçarias coloridas dão alegria às ruas e as cerâmicas comprovam o talento dos albaneses. Nas ruas de empedrado, os cafés disputam a esplanada mais gira e o interior mais bem cuidado e à noite o centro enche-se de locais e turistas para aproveitar a boa energia da cidade.

Caminhe com calma pela cidade e não deixe de passar pelos principais locais de interesse:

  • Castelo Gjirokaster
  • Museu Gjirokaster
  • Gjirokaster Bazaar
  • Mesquita do Bazar
  • Ponte de Ali Pasha (trilho)

Onde dormir?


Hotel Bebej Tradicional – Não menosprezando qualquer alojamento que encontramos na nossa passagem pela Albânia, este foi o que mais nos marcou. O Hotel Bebej é um alojamento familiar gerido por Bebej Maradona que, durante a nossa estadia, demonstrou uma extrema simpatia, sempre disponível a levar-nos a qualquer lugar de Gjirokaster e dar-nos a conhecer um pouco da sua história.

Onde comer?


Taverna Tradicionale KARDHASHI – A acompanhar a simpatia que encontramos no alojamento, tivemos a mesma receita no que se tratou da restauração. O Restaurante Kardhashi dificilmente nos sairá da memória dada a simpatia e alegria do seu anfitrião e família. Com muita humildade tratou de dar-nos a conhecer alguns dos pratos e vestes tradicionais. Aconselhamos vivamente!

4º dia | Gjirokaster – Permet – Ponte Ali Pasha

Permet 

No quarto dia decidimos visitar a pequena vila de Permet, localizada a cerca de 1h de Gjirokaster que, embora de parcas dimensões, acolhe alguns locais que merecem atenção. Mais do que o centro da vila, o principal motivo que atrai os turistas até Permet são as Piscinas Termais de Benje, que se localizam a poucos quilómetros da vila, e são na verdade uma piscina feita artificialmente que aproveita as águas termais ali existentes. Não espere águas quentes e fumegantes, mas sim águas mornas, que sabem bastante bem principalmente para quem visita no verão, como foi o nosso caso! Nas proximidades das termas existe também a Ponte Kadiut bastante fotogénica, uma ponte otomana do século XIX. Se continuar andando para trás dessa ponte entrará o Lengarica Canyon e, para além de um bonito passeio, encontrará piscinas termais menores e provavelmente só para si, uma vez que poucos turistas costumam caminhar por lá.

Ao voltar visitámos o centro da vila de Permet, de onde destacamos a Big Rock (Guri i Qytetit) que é um miradouro com uma vista fantástica sobre a cidade e sobre o Rio Vjosa. 

Ponte Ali Pasha 

Seguimos até às margens do Rio Vjosa já no caminho de volta a Gjirokaster, desta vez para conhecer a ponte pedonal Ali Pasha. Não é um sítio muito turístico, mas tem se tornado popular principalmente pelas fotos de drone de pessoas deitadas na ponte que ficam brutais. A ponte é bastante útil para as pessoas que por ali habitam para poderem transpor o rio sem ter de fazer um grande desvio. Por isso, embora a ponte seja de madeira vimos várias pessoas a passá-la de mota. 

Não visitámos, mas para quem tiver e for fã de cascatas experimente visitar a Ujëvara e Peshturës Progonat que fica a 19km da Ponte Ali Pasha.

Gjirokaster

Como não conseguimos ver tudo no terceiro dia e ainda íamos pernoitar em Gjirokaster dedicamos as últimas horas do dia para visitar o que faltava e realizar o famoso xhiro – caminhada ao fim do dia/caminhada ao pôr do sol.

5º dia | Syri i Kaltër (Blue Eye) – Ksamil

Syri i Kaltër (Blue Eye)

No quinto dia era tempo de irmos até à Costa Albanesa, mas não sem antes pararmos para conhecermos o famoso Blue Eye que se localiza a cerca de 50 minutos de Gjirokaster.

Este local tornou-se superfamoso na Albânia devido às cores maravilhosas deste Olho Azul, que é na verdade uma nascente de água doce de uma enorme profundidade. A fama deve-se às lindas tonalidades de azul que este fenómeno da natureza origina, onde podemos considerar que a iris é azul turquesa e a pupila um azul escuro devido à profundidade da caverna. Conjugar este lindo azul com o verde da vegetação que rodeia este local torna-o verdadeiramente imperdível.

O fenómeno é na realidade uma fonte cárstica vertical com pelo menos 50 metros de profundidade e dizemos “pelo menos” porque foi o máximo que os mergulhadores conseguiram ir, podendo até ser de uma maior profundidade. A água, embora linda, é verdadeiramente gelada, com temperaturas a rondar os 10 graus e os banhos são proibidos por se tratar de uma zona protegida.

Embora seja um destino natural, as entradas são controladas, sendo o horário das 7h às 19h e o bilhete tem o preço 100 Leek (0,80€). Visitámos no final do mês de Junho e o local estava super lotado por isso aconselhamos a chegar bem cedo ou a visitar fora da época alta

Ksamil 

Seguimos até à aguardada Riviera Albanesa e a nossa primeira paragem foi nas praias das proximidades de Ksamil.

Encaixadas nas arribas e com uma água azul turquesa, de temperatura amenas, as praias localizadas a norte de Ksamil são um verdadeiro paraíso. A primeira praia que conhecemos foi a Mirror Beach (Plazhi i Pasqyrave) e depois como são bastante próximas fomos conhecer a Shpella e Pëllumbave e a Pulëbardha Beach e todas elas são paisagisticamente lindas.

Muito conhecida, mas infelizmente não visitámos, foi a Monestary Beach porque de momento encontravam-se a construir um empreendimento turístico que estava a condicionar os acessos.

Onde dormir em Ksamil?


Hotel Joni Premium – Alojamento moderno e higiénico localizado no centro de Ksamil que apresenta uma excelente qualidade/preço.

Onde comer em Ksamil?


Guvat Bar Restorant – Restaurante com localização priveligiada, em frente ao mar, onde tivemos a oportunidade de assistir a um pôr-do-sol inesquecível. Pela localização, o valor da refeição é um pouco mais elevado e a comida é bem mais ocidental. Pela comida não foi dos nossos favoritos, mas a localização ofereceu-nos um dos momentos mais inesquecíveis da nossa viagem.

6º dia | Butrint National Park – Ksamil

Butrint National Park

Iniciamos o sexto dia com a visita ao Butrint National Park que, há 2.400 anos era uma das cidades mais bela do Império Romano. Localizada a poucos quilómetros de Ksamil, este importante parque nacional classificado como Património Mundial da UNESCO é a visita perfeita, tanto para os amantes de história, como para os amantes de natureza, pelo enquadramento deslumbrante que a cidade tem, rodeada de montanhas e de uma lagoa gigante. 

Aconselhamos a visitar logo pelo início da manhã enquanto as temperaturas são mais amenas, porque as altas temperaturas dificultarão o apreciar deste sítio magnífico. A visita tem a duração entre 2 a 4 horas e o preço do bilhete é 1.000 LEK (aproximadamente 9,50€).

Ksamil

Dedicamos a parte da tarde a conhecer as magnificas praias de Ksamil, um dos locais que mais aguardávamos e possivelmente o local mais procurado da Albânia. Tudo o que antevíamos encontrar encontramos, águas límpidas em tons de azul turquesa e as praias de areia macia cobertas de chapéus de sol e espreguiçadeiras da moda, que nos fizeram sentir nas melhores praias das Maldivas ou do Caribe. 

Toda a costa de Ksamil está repleta de praias concessionadas com chapéus de sol que necessitam ser alugados com preços a variar dos 5€ (2 espreguiçadeiras normais com um chapéu de sol) aos 60€ (camas de rede ou camas em cima do mar). Usufruir deste sítio super in tem alguns custos.

Nessa tarde fizemos praia na Lori Beach e gostamos muito da nossa escolha, mas acreditamos que todas elas são muito semelhantes e todas com muito bom ar. Ao fim da tarde percorremos várias das praias num misto entre mergulhos e caminhadas que nos soube muito bem. Deixamos aqui uma lista das melhores praias localizadas no centro de Ksamil, onde se pode passar um dia sem necessitar de deslocações de carro para quem esteja alojado em Ksamil:

  • Ksamil Beach
  • Stela Beach
  • Bora Bora Beach
  • Lori Beach
  • Ohana Beach Bar
  • Puerto Rico Beach

7º dia | Sarandë – Buneci Beach – Borsh

Sarandë 

Continuamos a nossa descoberta da Riviera Albanesa na cidade de Sarande, uma das cidades mais cosmopolitas que encontramos na Albânia. Urbana, movimentada e muito turística, Sarande conta com alguns locais que merecem ser vistos, sendo o que mais realçamos o Castelo Lekuresi localizado no topo de uma colina onde temos uma vista extraordinária para toda a cidade e para o mar. 

Não ficamos muito tempo em Sarande, mas ainda assim experimentamos as suas praias, a que mais gostamos foi a Mango Beach, mais recatada e com aquele mar apetitoso que a Albânia nos habituou. A praia mais conhecida tem o mesmo nome da cidade, que é a Saranda Beach mesmo em frente à rua pedonal mais famosa a Hasan Tahsini Boulevard.

Resumidamente são estes os principais atrativos da cidade:

  • Kalaja e Lëkurësit (Lekursi Castle)
  • Manastiri i 40 Shenjtorëve (The Monastery of the 40 Saints)
  • Saranda Beach
  • Hasan Tahsini Boulevard
  • Mango Beach

Buneci Beach (Plazhi i Bunecit)

É do acaso que surgem as melhores surpresas, é esse o caso da Buneci Beach que foi escolhida aleatoriamente no mapa desde que correspondesse ao único critério que tínhamos: ser uma praia pouco procurada e longe das proximidades da cidade. 

A tarde na praia de Buneci é das melhores recordações que trazemos da Albânia, tranquilidade, um mar fantástico, uma espreguiçadeira em conta e um bar da praia pouco concorrido, mas com ótimo ambiente. Numa ida à Albânia não deixem de a conhecer 😊

Borsh

Ao final da tarde rumamos até à vila costeira de Borsh onde os locais de interesse se estendem da serra até à praia. A Praia de Borsh tem a particularidade de ser a maior praia da costa sul da Albânia com 7 quilómetros de extensão de um vasto areal e águas límpidas. Uma das melhores atividades a fazer na praia é uma caminhada no final da tarde enquanto o sol se põe em pleno mar.

No cimo da aldeia, cerca de 500m acima do nível do mar, encontra-se o maior património da aldeia, o Castelo de Borsh, de onde encontramos vistas fabulosas para o mar. A fase final da estrada de acesso ao castelo encontra-se em muito mau estado, pelo que aconselhamos a fazer o resto do caminho a pé.

Resumidamente são estes os principais atrativos da cidade:

  • Kalaja e Borshit (Castelo de Borsh)
  • Plazhi i Borshit (Borsh Beach)
  • Bunkers da Borsh Beach

Himare

A última paragem do dia seria em Himare, não para conhecer a cidade, mas sim para mudarmos de alojamento. Neste dia apenas jantamos na cidade e fizemos uma curta caminhada pelas imediações do hotel. Na manhã do 8º dia contamos ao pormenor os melhores locais a visitar em Himare.

Onde dormir em Himare?


Bourbos Summer Rooms – Alojamento com excelente localização nas proximidades da Praia de Himare. O anfitrião foi bastante prestável oferecendo-nos chapéu de sol para evitar os elevados preços das concessionárias e ainda nos ofereceu a sua garagem privada, dada a pouca oferta de estacionamento gratuito nas redondezas.

Onde comer em Himare?


Himara ‘28 – Restaurante especializado em peixe e marisco com preços ligeiramente mais elevados, sobretudo por encontrar-se localizado numa zona bem mais turística, bem de frente à Praia de Himare.

8º dia | Himare – Porto Palermo – Llamani Beach

Himare

O nosso alojamento ficava localizado no coração da cidade, estando a escassos minutos da principal avenida pedestre, mesmo de frente para a Himare Beach (Plazhi Himare), onde se localiza a maioria dos restaurantes, bares e o restante comércio. É naquela área que se localizam os principais serviços e também a vida noturna mais vibrante de Himare.

Ao longo da estrada principal encontramos praias para todos os gostos e feitios, a mais conhecida como referi em cima, é uma praia pública de enorme areal que é a Himare Beach (Plazhi Himare). Ao lado encontra-se a Sfageio Beach (Plazhi Sfageio) muito mais pequena, mas mais pitoresca e depois segue-se a praia privada Marachi Beach (Plazhi i Maracit), onde é preciso alugar espreguiçadeira para permanecer na praia. Depois na região sul de Himare localizam-se a Prinos Beach e Potami Beach que são mais arenosas e dispõem de sítios concessionados com espreguiçadeiras e locais públicos onde pode colocar o seu chapéu e toalha.

Na parte norte da cidade não deixe de visitar o Castelo de Himare que já se encontra parcialmente em ruínas ou não estejamos a falar do local arqueológico que remonta ao século V a.C. Aconselhamos a visitar ao fim da tarde para aproveitar o pôr-do-sol fantástico no alto do castelo e aproveitar os últimos raios de sol a iluminarem a costa de Himare.

Porto Palermo

Andamos ligeiramente para trás para conhecer a chamada Baía de Palermo, que é na verdade uma faixa do mar entre Himare e Qeparo, para conhecer Porto Palermo. O objetivo deste nosso retrocesso no roteiro é conhecer o Castelo de Porto Palermo de Ali Pasha que é um castelo construído numa “ilha” apenas ligada ao continente por uma pequena estrada de terra. Não se sabe ao certo a sua origem, se foi construído por Ali Pasha no século XIX, como se alega, ou se porventura é mais antigo como historiadores tendem a apontar, o certo é que a sua localização é soberba, o que torna a sua visita imperdível.

Se o calor perturbar a sua visita, ao lado localiza-se a Praia de Porto Palermo, que embora não seja tão chamativa como muitas outras que fomos encontrando ao longo do caminho, a verdade é que a água continua bem temperada e por ali a praia não era concessionada, pelo que se pode permanecer sem ter a obrigatoriedade de alugar espreguiçadeira ou chapéu.

Llamani Beach

 Ao voltarmos para Himare paramos na Llamani Beach (Plazhi i Llamanit), que é uma pequena praia totalmente concessionada com um bar de apoio. Embora não sejamos fãs da ideia que para permanecer na praia tenhamos que pagar, a verdade é que esta praia está arranjada com muito gosto, o que a torna bastante apetecível. Juntando isso à água límpida e de boa temperatura, está encontrado o local ideal para passar umas boas horas de praia.

9º Dia | Jala Beach – Gjipe Beach – Dhermi – Llogara Pass – Vlorë

Jala Beach

Partimos em direção a norte em busca de novas praias da Riviera Albanesa e desta feita a primeira paragem foi a Jala Beach. Numa baía ligeiramente curva, rodeada por falésias escarpadas, torna esta praia cénica e um excelente local para permanecer durante umas boas horas.

Gjipe Beach

A próxima paragem era uma das mais aguardadas, a Gjipe Beach é considerada somente uma das melhores praias da Albânia e frequentemente presente nas listas das melhores praias do mundo! E na verdade não ficamos com argumentos para contrariar essas opiniões.

A chegada à praia faz-se numa caminhada de cerca de 30 minutos após estacionamento num local marcado no Google Maps como “Gjipe Beach Parking”. Aconselhamos utilizar calçado de caminhada porque o terreno é bastante irregular, com algumas pedras e desníveis. Pelo caminho encontramos alguns bunkers construídos pelos comunistas durante a Guerra Fria, os tais espalhados por toda a Albânia.

Mal nos começamos a aproximar somos brindados por uma linda baía onde brilham as turquesas e amenas águas do mediterrânio que tornam aquele lugar realmente único. Ladeada por vegetação e por ser despida de construção humana, esta praia é um verdadeiro oásis.

Dhermi 

Seguimos em direção à pequena e pitoresca vila de Dhermi, que nos surpreendeu principalmente pela beleza da sua cidade velha, localizada na parte mais alta da vila. O que nos chamou a atenção foi a ausência de cafés e lojas na parte histórica da vila, tornando-a autêntica e bastante calma para ser conhecida. O melhor a fazer é caminhar por entre as ruas estreitas e de empedrado enquanto conhece alguns dos principais pontos de interesse. Recomendamos essencialmente os seguintes:

  • Mosteiro de Santa Maria Dhermi  (Manastiri i Shën Marisë)
  • Igreja de São Miguel (Kisha e Shën Miëhillit)
  • Igreja de São Spyridon

Na parte baixa da vila encontramos as suas praias, sendo a mais próxima a Dhermi Beach, uma praia bastante movimentada e muito procurada pelos mais jovens sobretudo pelo excelente ambiente dos restaurantes e bares que se estendem em toda a linha da praia.

Ligeiramente mais distante encontra-se uma das mais badaladas praias da Albânia, a Drimadhë Beach considerada por muitos uma das praias mais bonitas da Albânia. Se tivéssemos de cotar não chegaríamos a tanto, ainda assim a praia é bem bonita com as qualidades que fomos reconhecendo às praias albanesas. Reparamos que, devido à fama, estão em construção vários resorts ao seu redor, pelo que acreditamos que em breve se tornará uma praia mega turística e de valores bastante elevados.

Llogara Pass

Após a visita a Dhermi rumamos a norte pela cénica Llogara Pass, que tornou-se sem dúvida uma das estradas mais bonitas em que já conduzimos. Llogara Pass é uma sinuosa estrada que atravessa o Parque Nacional Llogara em que o ponto mais alto ultrapassa os mil metros de altitude. O Mediterrânio acompanha a estrada, fundindo o seu azul com o verde da floresta, que se vai adensando conforme vamos entrando profundamente no Parque Nacional. 

Vlorë

Depois de cerca de 1.15h pela fabulosa Llogara Pass chegamos a Vlorë, mas não a tempo de a explorar. Já passavam das 19h quando realizamos o check-in no hotel por isso o nosso primeiro contacto com a cidade foi uma pequena caminhada nas redondezas do hotel e na principal avenida da cidade. Decidimos dedicar a manhã seguinte a explorar Vlorë. 

Onde dormir em Vlorë?


Hotel Salvadore – Hotel localizado nas proximidades do centro da cidade com quartos espaçosos e higiénicos. O pequeno-almoço é completo e variado. 

Onde comer em Vlorë?


Restorant Tradicional VANI –O Restaurante Vani é um dos mais procurados por locais e turistas dada a simpatia do staff e claro pela qualidade da comida tradicional. Estando localizada na costa albanesa os pratos são maioritariamente de peixe e marisco, onde o prato mais badalado é o peixe frito denominado no menu: Sea Bream from Karabaran.  

10º Dia | Vlorë – Mosteiro Zvernec – Apollonia – Krujë

Vlorë

Iniciamos a nossa rota por Vlorë pelas proximidades do hotel, daquilo que poderemos chamar a Parte Nova. Caminhamos por uma larga avenida de frente para o mar, chamada Rruga Murat Tërbaçi, onde se encontram restaurantes e bares da moda com decoração apetecível, igualando em bom gosto os espaços comerciais italianos ou franceses. Pelo caminho vamos conhecendo as praias mais famosas, a Plazhi i Ri (Praia Central) e a Plazhi i Vjeter. Confessamos que face às praias que tínhamos vindo a conhecer, estas não nos fascinaram tanto, principalmente pela cor da água e pela sua envolvência.

Seguimos até ao Centro Histórico de Vlorë que conta com algumas preciosidades que merecem ser conhecidas. Ao caminhar encontramos ruas conhecidas que circundam o bazar da cidade compostas por cafés e bares, encontramos o Monumento da Independência e a Mesquita Muradie construída durante o domínio do Império Otomano. 

Mosteiro Zvernec

Saímos de Vlorë em direção à Lagoa da Narta para conhecer o Mosteiro Zvernec, também conhecido como Mosteiro de Santa Maria. À nossa espera estava um dos locais mais insólitos e bonitos que conhecemos na nossa passagem pela Albânia, um mosteiro construído numa pequena ilha ligado ao continente por uma ponte curva de Madeira. Todo o cenário é idílico, pela lagoa passeiam dezenas de flamingos e por ali vagueiam dezenas de espécies de aves e peixes que o tornam bastante atrativo para admiradores de natureza.

Na ilha encontra-se o Mosteiro de Santa Maria, construído no século XIV em que no interior está repleto de bem trabalhadas pinturas e artefactos de madeira.

Apollonia

O décimo dia seria um dia de transição entre o sul e o norte da Albânia. Nessa jornada decidimos parar relativamente no centro do país para conhecer um dos pontos históricos mais importantes do território albanês, Apollonia. Trata-se de uma cidade-estado do Império Grego fundada no século VII a.C. que foi um importante centro de comércio e cultural, onde chegou a ser casa durante vários anos de Aristóteles que por aqui lecionou. 

Dada a sua importância histórica os albaneses consideram Apollonia como um símbolo da herança cultural e da identidade nacional. 

Na nossa passagem exploramos o Parque Arqueológico de Apollonia conhecendo alguns dos seus principais atrativos, como o Anfiteatro e a Basílica de Santa Maria.

Krujë

Chegou o momento em que abandonamos a visita à zona sul da Albânia e partiríamos para norte em direção às montanhas, à procura da autentacidade da ruralidade albanesa. Nesse caminho paramos numa das cidades mais míticas e acarinhadas da população, Kruje, localizada numa zona central do país, nas encostas do Monte Krujë.

Krujë é um dos símbolos do nacionalismo albanês por ter sido o epicentro da independência do Império Otomano e por ser a cidade natal do herói nacional Skanderbeg. 

Entre a vegetação e um pequeno rio emerge esta histórica cidade que tem uma série de locais que nos encantou. Embora extremamente voltada para o turista é impossível não ficar apaixonado pelas cores e pela alegria do Antigo Bazar repleto de peças de muito bom gosto, de onde salta à vista as suas tapeçarias feitas ainda pelo formato tradicional. No alto da cidade encontra-se o Castelo de Krujë que serviu de quartel-general no século XV para os albaneses surpreenderem o Império Otomano e local onde foi pela primeira vez hasteada a bandeira do país. 

Onde dormir em Krujë?


Hotel Panorama Kruje – Hotel central localizado a poucos minutos do Antigo Bazar e com vistas fabulosas para as montanhas. De design rústico com instalações confortáveis é um excelente espaço para passar uma noite na cidade de Krujë.

Onde comer em Krujë?


Bar Restaurant Horizont – Restaurante típico albanês onde encontramos alguns dos pratos mais populares e ainda vários pratos de carne, essencialmente churrasco.

11º Dia | Shkodër – Syri i Sheganit – Vermosh 

Shkodër

No 11º dia seguimos definitivamente em busca de conhecer o norte da Albânia e para isso a nossa primeira paragem foi a cidade mais conhecida da região, Shkodër.

O primeiro sítio que visitámos foi a Rruga Kolë Idromeno que é na verdade a principal via pedestre do centro histórico onde encontramos vários cafés, restaurantes, gelatarias e muitas lojas coloridas que enchem de cor e alegria a cidade. 

Outro dos pontos imperdíveis é o Castelo Rozafa que fica localizado ligeiramente fora do centro, a cerca de 3km, mas que pelas vistas que oferece justifica a deslocação. Parcialmente em ruínas é no alto das suas muralhas e torres que temos a oportunidade de admirar as belas paisagens sobre a cidade de Shkodër, Rio Buna e Drin e sobre o Lago Shkoder que se estende já pelo território do Montenegro. 

Ainda mais deslocada encontra-se a Mesi Bridge a pouco mais de 5km de Shkoder, que é na verdade um excelente exemplar da arquitetura das pontes otomanas, esta no caso construída no século XVIII sobre o rio Kir. 

Syri i Sheganit

Pelos limites fronteiriços da Albânia-Montenegro paramos em Syri i Sheganit, que é uma nascente cárstica localizada nas proximidades da aldeia Kosan. Embora o local seja conhecido pela sua nascente de água, o que mais adoramos foi a tranquilidade que ele nos transmitiu, principalmente por ser um local pouco turístico, mas com uma envolvência especial que o Lago Skhoder oferece.

Vermosh

Seguiu-se a nossa incursão pelos Alpes Albaneses pela renovada e cénica estrada SH20 que circunda por entre as encostas ingremes das montanhas e rasgas os longos vales rodeados de paisagens maravilhosas. Durante este percurso que seria até à cidade de Vermosh, onde iriamos pernoitar, fomos fazendo diversas paragens para apreciar esta linda obra da natureza. 

Além de pararmos no Miradouro de Rrapsh onde tivemos uma excelente perspetiva da estrada serpenteada que se seguia paramos ainda em Maja e Bashkimit que é na verdade uma bela cascata que tivemos oportunidade de conhecer.

A nossa última paragem é verdadeiramente condicente com a expressão “Onde o Diabo Perdeu as Botas”. Vermosh é possivelmente a localidade mais a nordeste da Albânia, no meio das montanhas onde a cidade mais próxima fica a cerca de 2 horas de automóvel. Um sítio onde a população produz aquilo que consome e onde a simplicidade das pessoas mais nos surpreendeu. 

Onde dormir e comer em Vermosh?


Peraj Guesthouse – A modalidade de alojamentos dominante em Vermosh são guesthouses, onde para além de pernoitarmos são também elas que fazem as refeições. A Peraj Guesthouse é um alojamento familiar onde todos tem a sua contribuição, desde a confeção da comida à própria produção dos ingredientes. Ficamos alojados num lindo bungalow num vale rodeado de vegetação, um sítio saído de um conto de fadas. 

12º Dia | Lëpushë – Trilho Maja e Vajushës – Theth

Lëpushë

Depois de acordarmos literalmente no meio do paraíso seguimos caminho até à aldeia de Lëpushë que fica a cerca de 12km de Vermosh. Uma aldeia rural rodeada de altas e verdejantes montanhas à boa imagem das aldeias suíças perdidas por entre os Alpes. Ao contrário dessas, aqui ainda não chegou o turismo, sendo escassos os turistas que por ali encontramos durante a nossa estadia, o que demonstra bem o pouco conhecida e aproveitada que está a região. 

Lëpushë tem imenso potencial especialmente durante o inverno, onde a neve abunda, chegando a ter 425cm de espessura.

Trilho Maja e Vajushës

A atividade que nos trouxe até Lëpushë foi o Trilho Maja e Vajushës que infelizmente, pelas condições meteorológicas, não o conseguimos fazer. No momento em que pretendíamos iniciar este trilho com cerca de 9km, o céu tornou-se nebulado e a chuva começou a cair e assolou o norte da Albânia durante praticamente todo o dia.

Assim sendo não nos foi possível explorar um dos trilhos mais bonitos da Abânia. Aquilo que pretendíamos era seguir este tilho através do Wikiloc. Caso tenham mais sorte do que nós não percam a oportunidade de o realizar.

Theth

Desistindo do Trilho Maja e Vajushës fizemos uma viagem de 2h, sempre debaixo de intensa chuva, até à aldeia de Theth. Possivelmente a aldeia mais conhecida dos Alpes Albaneses, aqui é literalmente a meca de caminhantes internacionais que exploram os encantos naturais do norte do território albanês. Esta aldeia é conhecida principalmente pela mítica travessia do Valbonë Pass que é na verdade uma caminhada de 17km entre Valbona e Theth pelo interior da floresta e montanha. Uma das melhores atividades a realizar na Albânia e que infelizmente não realizámos por uma questão de tempo.

Como o tempo só abriu relativamente tarde só tivemos tempo de explorar o interior da aldeia, que nos pareceu na sua grande maioria dedicada ao turismo, com várias guesthouses e campings. Ainda assim é possível encontrar vários agricultores e pastores ao longo da aldeia e que possivelmente abastece a grande maioria dos alojamentos ali existentes ou não estejamos a falar de um dos locais mais remotos da Albânia. Além da paisagem que rodeia a aldeia, o que mais nos chamou à atenção foi a Igreja de Theth que é bastante pitoresca tanto pela arquitetura, como pela a envolvência. 

Onde dormir e comer em Theth?


Guesthouse Pashko – À imagem dos alojamentos de Vermosh, os alojamentos em Theth são na maioria guesthouses e grandes centros de repouso para caminhantes que realizam o trilho Valbonë Pass. Cheias de turistas dos sete cantos do mundo, são uma excelente forma de partilha de histórias e de dicas para explorar a Albânia. Aqui fomos muito bem recebidos, com muita cordialidade onde reina a confiança bem patente nos consumos do bar. Com conforto, simpatia e com boas refeições, o único ponto negativo foi o escasso tempo que por ali permanecemos.

13º Dia | Syri i Kaltër (Blue Eye of Theth) – Komani Lake

Syri i Kaltër (Blue Eye of Theth)

O dia seria dedicado a uma das melhores atividades a fazer em Theth que é a caminhada até ao Olho Azul de Theth (Syri i Kaltër). Um trilho com cerca de 17km (ida e volta) que dura cerca de 6 a 7 horas, de baixa dificuldade sendo na sua maioria plano, apenas tornando-se mais desnivelado nas proximidades da cascata.

Um trilho pelos encantos dos Alpes Albaneses em que, conforme fomos avançando, não ouvimos nenhum som para além da natureza: pássaros, grilos e os cursos de água foram a banda sonora que nos acompanhou. Cerca de 30 minutos após o início encontramos a Cascata Grunas também conhecida como a Cascata de Theth uma cascata gigante com uma linda queda de água, que foi declarada Monumento Nacional no ano de 2002.

Na segunda metade do trilho (onde existe uma forma de chegar de carro), o percurso é bem mais frequentado, no momento que o visitámos diríamos mesmo caoticamente frequentado. A partir de Nderlysaj surge um vaivém de pessoas até à chegada à cascata do Blue Eye, que no momento em que a visitámos estava completamente cheia de pessoas. O sítio da nascente é realmente maravilhoso, as diferentes tonalidades de azul e a sua organização assemelham-se, claro está, a um olho e conjugado com a envolvência tornam o local imperdível. De tão giro que é torna-se bastante procurado, o que é compreensível, mas acaba por retirar um pouco a sua essência dada a agitação. Contudo para entrar na água é necessária imensa coragem, ela é realmente gelada. 

Dica: Como evitar a tão longa caminhada até ao Blue Eye de Theth?

A melhor alternativa é conduzir até Nderlysaj e iniciar a caminhada a partir desse sítio. Desta forma uma ida até à cascata dura cerca de 40 minutos (só ida) tornando possível a realização de mais atividades pela região. 

Komani Lake

De seguida realizamos uma longa viagem até à localidade de Koman, onde iríamos pernoitar, nas margens do Komani Lake. Embora não tenhamos planeado realizar a mítica travessia do lago, entre Koman e Fierzë, na manhã seguinte íamos fazer a viagem de barco até Lumi i Shales, pelo que consideramos melhor opção ficar alojados nas proximidades do porto de Koman e assim dispensar longas viagens de carro pelas primeiras horas da manhã. 

Onde dormir em Koman?


Agroturizem Hotel Vila Franceze – Nas proximidades do Komani Lake este alojamento é uma das melhores possibilidades para quem tenciona realizar passeios pelo lago pelas primeiras horas da manhã e evitando uma longa viagem desde as principais localidades, que demora mais de 1 hora. O alojamento é simples, sem mordomias, onde a maior parte dos colaboradores são backpackers o que torna a vibe do hotel bastante descomplexada e inclusiva. 

Onde comer em Koman?


Bar Restorant “Te Kastrioti” – Embora seja possível fazer refeições no alojamento decidimos dar uma volta e descobrimos este humilde restaurante, mas com boas opções para jantar ou almoçar. Com várias opções, nomeadamente de carne, é um espaço acolhedor que é frequentado tanto por populares como por turistas que por ali pernoitam. 

14º Dia | Lumi i Shalës

Lumi i Shalës

Acordamos bem cedo, tomámos o pequeno-almoço no hotel e dirigimos-nos até ao Píer do Lago Komani para apanharmos o barco para realizarmos o cénico passeio pelo Rio Shala. O barco parte às 9.30h e, para não termos nenhum sobressalto, chegamos relativamente mais cedo e estacionamos o carro antes do Tunel do Lago Komani, seguindo até ao porto a pé através de um curto percurso.

Realizamos o passeio até Lumi i Shalës através da companhia Komani Lake Ferry e reservamos previamente os bilhetes de forma a evitarmos o constrangimento de não existir bilhetes na data pretendida. Os bilhetes tiveram um custo de 25€/pessoa.

O passeio é realizado por um barco de madeira a motor completamente panorâmico onde, conforme vamos percorrendo mais metros pelo Lago Komani e depois no Rio Shala, o caminho vai ficando cada vez mais selvagem e único com paisagens verdadeiramente inesquecíveis. Navegar pela águas azuis turquesa, entre desfiladeiros que alternam entre os verdejantes e os rochosos, é uma das melhores experiências da viagem por terras albanesas. Ao chegar a Lumi i Shales as águas foram tornando-se cada vez mais límpidas e o lugar é um verdadeiro pedaço do paraíso: remoto, selvagem e encantador. Uma das dicas mais preciosas que podemos aconselhar é a levar sapatos de água. O solo, tanto dos cursos de água como do exterior, está repleto de pedras, pelo que irá facilitar e muito.

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