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Gerês, o que visitar? Roteiro de 5 dias

por Fábio Santos

O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) é, porventura, a zona de Portugal Continental onde a natureza e as tradições permanecem no seu estado mais puro. A natureza, quase virgem da região, origina toda uma atmosfera mágica que nos incentiva a percorrer todos os seus recantos.

Para os amantes da natureza, o Gerês é um verdadeiro santuário onde podemos encontrar tudo aquilo que nos fascina. No alto das montanhas podemos apreciar toda a envolvência e imponência da serra, entre os vales repletos de biodiversidade percorrer os trilhos mais fascinantes que tivemos oportunidade de conhecer e, nos sítios mais inusitados, encontrar as mais idílicas cascatas e lagoas naturais que enchem os nossos olhos de espanto e admiração. É neste oásis de natureza que encontramos a serenidade, é ele que nos rejuvenesce e nos faz querer sempre voltar uma vez mais para descobrir o que ficou por explorar.

Este roteiro é a nossa segunda passagem pelo Gerês, sendo a primeira uma viagem de família em que aproveitamos mais para descansar do que para correr o Gerês de lés a lés. Nesta nossa segunda abordagem pretendíamos conhecer todas as regiões do Gerês, num total de 5 dias.

Gerês | Quando visitar?

Todas as estações são um bom motivo para visitar o Gerês e todas elas apresentam pontos fortes e fracos. O PNPG é conhecido pela elevada possibilidade de precipitação, pelo que a estação de Inverno é desaconselhada. Para quem pretende aproveitar as cascatas e as praias fluviais e ter uma maior possibilidade de certeza que o tempo não vai ser inimigo, a melhor época para o fazer é no verão. 

As estações da Primavera e Outono são as melhores épocas para a realização dos trilhos e apreciar calmamente toda a região, longe das multidões. No Outono, o Gerês foge da monotonia do verde ganhando tonalidades amarelas e alaranjadas que origina paisagens deslumbrantes. Na Primavera o Gerês está florido e o verde começa a despontar bem como toda a fauna e flora. O único senão é a possibilidade de precipitação nestas estações pelo que, caso arrisque conhecer o Gerês nesta época, não dispense o chapéu-de-chuva e o impermeável.

Gerês | Região

O Parque Nacional da Peneda Gerês está localizado na região norte de Portugal, entre a região do Minho e Trás-os-Montes. O parque está inserido em cinco concelhos: Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro. A região é enorme e os locais para visitar são tantos que é impossível em apenas uma passagem conhecê-los a todos e, arriscar-me-ia a dizer, que nem mesmo em duas ou três passagens. O Gerês é uma caixinha de surpresas que por mais que o visitemos não para de surpreender.

O Gerês tem motivos de interesse para todos os gostos e nesse sentido foram criadas 5 portas, tantas como os concelhos que inserem o PNPG e todas elas dedicadas a temáticas diferentes.

Porta de Mezio (Arcos de Valdevez) – Conservação da natureza e da biodiversidade

Porta de Lamas de Mouro (Melgaço) – Ordenamento do território

Porta de Montalegre (Montalegre) – Paisagem

Porta do Lindoso (Ponte da Barca) – Geologia e Água

Porta de Campo do Gerês (Terras de Bouro) – História do território

Gerês | Roteiro de 5 dias

1º Dia

Pitões das Júnias | Barragem de Paradela | Cascata de Cela Cavalos | Ponte da Misarela | Cascata de Pincães

Iniciámos a nossa rota pelo Gerês pelo concelho de Montalegre, a entrada mais a este do PNPG. Decidimos pernoitar na aldeia de Pitões das Júnias e a partir desse ponto explorar toda a região.

1º Pitões das Júnias

É a 1100m de altitude que podemos encontrar Pitões das Júnias, uma das mais genuínas aldeias de Portugal. O clima inóspito e a imigração tornaram possível que a sua pequena população conservasse o aspeto bucólico e medieval. É nesse clima sereno que ao caminhar pelas ruas da aldeia nos vamos apaixonando pela paisagem e pelas suas típicas casas de granito, imagem de marca na aldeia.

Ao visitar Pitões das Júnias, além de conhecer o interior da aldeia, não se esqueça de visitar as ruínas do Mosteiro de Santa Maria das Júnias e a Cascata de Pitões das Júnias. Ambos os sítios estão localizados a cerca de 2km da aldeia, mas é possível estacionar o carro já nas imediações do início dos pequenos trilhos que são necessários fazer a pé até aos locais.

Atenção: Os passadiços que dão acesso à Cascata de Pitões das Júnias encontram-se em péssimo estado de conservação pelo qual alertamos para o máximo de cuidado ao percorrê-los.

Barragem de Paradela

No caminho até à nossa próxima paragem demos de caras com uma impressionante barragem que dava ânimo à paisagem. A Barragem de Paradela, foi a primeira de muitas barragens que tropeçamos durante a nossa estadia pelo Gerês. Nas imediações da localidade de Outeiro esta barragem é muito procurada para a prática de pesca desportiva e para passeios de barco.

Cascata de Cela Cavalos

Continuando pela estrada M308 encontramos duas pequenas aldeias, Cela e Lapela e entre ambas encontra-se um verdadeiro tesouro. Não é das cascatas mais conhecidas do PNPG pelo que é um verdadeiro refúgio de serenidade e comunhão com a natureza.

Como ir?

A partir da estrada M308 seguir por um caminho de terra batida até à Capela de Santa Luzia, onde é possível deixar o carro. A partir daí é seguir um caminho de terra, aproximadamente entre 20 a 30 minutos até à cascata.

Ponte da Misarela

Seguimos caminho por terras do Barroso entre paisagens verdejantes e deslumbrantes até um dos locais que mais nos fascinou, a Ponte da Misarela.

Localizada no fundo de um desfiladeiro vertiginoso e rodeada de densa vegetação, é neste cenário mágico que conseguimos encontrar esta conhecida ponte medieval. De aspeto frágil, mas tenebroso, esta ponte que atravessa o rio Rabagão é conhecida também como Ponte do Diabo, existindo mesmo uma lenda que sustenta a sua alcunha.

De uma envolvência natural capaz de deixar qualquer um sem palavras, não tenha receio em atravessar o tabuleiro, porque embora a ponte pareça frágil e abandonada já suportou dezenas de enxurradas, guerras e o peso de muitas pessoas e animais, por isso deixe-se encantar com a cascata que agressivamente expele água em direção do rio. A imagem da cascata ao lado da ponte é fenomenal!

Cascata de Pincães

A Cascata de Pincães é uma das mais bonitas do Gerês e possivelmente a que forma a piscina natural mais apetecível a banhos. Localizada nas proximidades da aldeia de Pincães, para a visitar é necessário percorrer um trilho com cerca de 2km até à cascata.

Como chegar?

Deverá dirigir-se até ao centro da aldeia de Pincães onde pode estacionar o carro. Deve encontrar a Rua da Cascata e seguir até ao fim da rua onde irá encontrar uma levada que segue ao lado de um trilho de terra. Siga o caminho que parte para o lado esquerdo e siga em frente. Depois de 15/20 minutos a caminhar o trilho fica novamente confuso com uma divisão no caminho, mas permaneça à esquerda junto à levada. Os últimos metros são sempre a subir, mas valerão a pena!

2º Dia

Fafião | Cascata do Tahiti | Miradouro da Ermida | Vila do Gerês | Vilar da Veiga | Praia Fluvial do Alqueirão

Fafião

Fafião é um pequeno povoado em plena Serra do Gerês com muito por conhecer. Fizemos uma pequena passagem pela aldeia, mas fica prometido um retorno para explorar o encanto de toda a zona envolvente de modo mais profundo. Os seus rios e lagoas de águas límpidas são um verdadeiro tesouro para os fãs de natureza e de atividades ao ar livre.

O que visitar em Fafião?

  • Miradouro do Rio Cávado

Ao chegar a Fafião, se vier pela Barragem de Salamonde, é brindado com um miradouro com uma vista soberba sobre o rio Cávado e sobre as montanhas verdejantes. Ao passar por ele de carro somos automaticamente obrigados a parar para admirar esta vista deslumbrante.

  • Fojo do Lobo

Um dos principais interesses de Fafião é o Fojo do Lobo, que é nada mais nada menos do que uma ancestral armadilha para caçar os lobos que comiam o gado da região. A estrutura, com cerca de 64 metros de comprimentos e com um poço com cerca de 3 metros de profundidade, era escondida com folhas e arbustos para enganar desta forma o predador.

  • Miradouro de Fafião

Todos os miradouros do PNPG são deslumbrantes, mas o Miradouro de Fafião ficou especialmente na nossa memória. Localizado nas proximidades de um pequeno campo de futebol, na zona mais alta de Fafião, o miradouro é de fácil acesso sendo apenas necessário percorrer um trilho que não demorará mais do que 5 minutos. O miradouro é uma elegante estrutura metálica construída sob dois rochedos e de lá temos uma visão panorâmica de todas as montanhas em redor. Uma vista e peras!

  • Poço Verde

Um dos segredos mais bem guardados do Gerês, o Poço Verde encontra-se escondido num vale do Rio Fafião a cerca de 2,5km de Fafião. Para poder banhar-se na lagoa de águas verdejantes e cristalinas deve estacionar o carro nas proximidades do campo de futebol de Fafião e seguir pela estrada de terra batida até ao mesmo. O percurso é de fácil acesso.

Cascata do Tahiti (Cascata de Fecha de Barjas)

A Cascata de Fecha de Barjas, conhecida como a Cascata do Tahiti, é sem dúvida alguma um dos locais mais conhecidos do Gerês e igualmente um dos mais deslumbrantes. Nos últimos anos tornou-se a estrela maior dos feeds de instagram do PNPG e a chegada maciça de pessoas ao local também. Quando nos deparamos com a sua magnitude e beleza é fácil perceber o porquê de ser considerada a cascata mais bonita do Gerês. Toda a envolvência natural e o som ensurdecedor da força da água a cair dos penhascos faz-nos acreditar que estamos realmente no paraíso.

Atenção: É de realçar que, embora seja fácil aceder à região da cascata que fica a escassos metros da estrada CM1276, alcançar a última e maior lagoa que a cascata proporciona requer alguma atenção. Por isso muito cuidado ao descer pelo trilho, muitas vezes húmido, escorregadio e sempre acentuado. Já por várias vezes aconteceram acidentes, alguns mortais, ao aceder às cascatas do Gerês, por isso todo o cuidado é pouco.

Miradouro da Ermida

Não muito distante das Cascatas Tahiti, na localidade de Ermida, encontramos mais um miradouro com uma vista incrível sobre o verde da serra. Nunca nos cansamos de admirar a imensidão da serra e os encantos naturais desta região. Que locais melhor do que os muitos miradouros espalhados pelos pontos altos do Gerês? A vista do Miradouro da Ermida é apenas outra vista impressionante!

Vila do Gerês

A vila do Gerês é o ponto central do PNPG e um excelente ponto de partida para conhecer toda a região. Quem procurar uma localização central para ficar hospedado, com todos os serviços nas imediações incluindo alguns dos melhores restaurantes, pernoitar na vila do Gerês é uma das melhores opções.

Neste dia passamos na vila para a conhecer e consideramo-la bem simpática. O nosso objetivo era fazer um pequeno passeio pelo Parque das Termas, mas no momento da nossa passagem o portão de entrada estava fechado. Problema de viajar em tempos de Covid-19.

Vilar da Veiga

Vilar da Veiga, localizado a meros quilómetros da vila do Gerês, é outra localidade com excelentes condições para ser escolhida para pernoitar devido à sua localização. A paisagem em redor é deslumbrante, rodeada pela serra sempre verdejante e pelas manhãs é costume existir aquele leve nevoeiro que confere um misticismo agradável a esta acolhedora vila. A Albufeira da Caniçada origina ainda maior beleza paisagística à região, não deixe de admirar esta verdadeira maravilha da natureza.

Praia Fluvial do Alqueirão

O dia já ia longo e, como estávamos um pouco cansados, decidimos por bem retirar o resto do dia para nos refastelarmos na areia entre os banhos refrescantes na Albufeira da Caniçada. Esta praia para além de ser divinal para ir a banhos também é muito procurada para a prática de desportos náuticos, existindo empresas no local que disponibilizam equipamento para a prática.

Da outra margem do rio Cávado existe a Praia da Barca, que embora tenha um areal mais pequeno é paisagisticamente igualmente deslumbrante.

3º Dia

Miradouro da Pedra Bela | Miradouro das Rocas | Cascata do Arado | Poço Azul

Miradouro da Pedra Bela

Iniciámos o nosso terceiro dia pelo Gerês naquele que é provavelmente o miradouro mais conhecido do PNPG e consequentemente o mais procurado. Possivelmente por o visitarmos logo pelo início da manhã conseguimos estar a sós com aquela que é para muitos a melhor paisagem de toda a região.

A 829 metros de altitude conseguimos avistar o vale serpenteado por elevadas montanhas repletas de verde onde a Albufeira da Caniçada e os rios que furam a serra dão o azul que se destaca do panorama quase integralmente esverdeado. Um verdadeiro paraíso visual que ficávamos horas a maravilhar-nos, é de facto uma vista assombrosa!

Miradouro das Rocas

Continuamos o trajeto para o nosso próximo destino, a Cascata do Arado. Estacionamos o carro logo no largo de alcatrão antes de iniciar a descida pela estrada de terra batida com receio de danificar o carro na estrada esburacada. Quando o fizemos descobrimos que no cimo de um penhasco existia o Miradouro das Rocas e fãs de miradouros como somos não podíamos deixar de subir até ele!

Como todos os bons miradouros estão localizados bem lá no alto, este não é exceção, mas para chegar ao topo terá de ter forças para uma subida acentuada enquanto muda de pedra para pedra. Embora não seja fisicamente acessível a verdade é que neste miradouro a vista sobre a serra é realmente deslumbrante. Vale o esforço!

Cascata do Arado

A Cascata do Arado é uma das mais conhecidas do PNPG e uma das que tem melhor acessibilidade. Como aconselhamos no ponto anterior, o melhor mesmo é deixar o carro junto ao Miradouro das Rocas, na estrada alcatroada e evitar danificar o carro na estrada de terra batida que tem alguns buracos. Se decidir-se aventurar com o carro pela estrada de terra, o perigo não é grande, existem muitas pessoas a fazê-lo e com cuidado não acontecerá nada de errado à sua viatura.

À sua espera está uma sucessão de quedas de água que termina numa piscina natural avantajada onde as pessoas costumam ir a banhos. A melhor forma de chegar à piscina natural é após passar a ponte descer à sua direita em direção às pedras e caminhar com cuidado de pedra para pedra até à piscina. Se seguir pela subida exatamente ao lado da ponte irá chegar a um miradouro com uma vista privilegiada para a cascata.

Poço Azul

O Poço Azul é um dos tesouros mais bem guardados do Gerês! Para o encontrar é necessário realizar uma caminhada com cerca de 12km (ida e volta) o que desencoraja muito a encontrá-lo.

Toda a caminhada, entre encontrar o trilho certo e admirar a natureza que nos rodeia, torna a experiência ainda mais inesquecível. Quando, após 6km de caminhada, nos deparamos com um poço de tonalidade verde esmeralda temos a sensação que encontramos um verdadeiro tesouro. Boquiabertos no cimo de um desfiladeiro, descemos desalmados atrás do mergulho merecido após uma longa caminhada onde o sol não foi nosso aliado. As águas são límpidas, mas das mais gélidas que tivemos oportunidade de mergulhar. Segundo consta, o Poço Azul poderá ter 6 metros de profundidade pelo que mesmo em dias quentes de verão o sol tem muito dificuldade em aquecer água tão profunda.

Como chegar ao Poço Azul?

Chegar ao Poço Azul não é das tarefas mais fáceis! Nós temos duas propostas de locais para estacionar o automóvel: ou estaciona em frente ao Miradouro das Rocas (o que fizemos) e percorre todo o percurso passando pela Fonte do Arado e Cascata do Arado, ou então segue de carro por sua conta e risco por essa estrada e após passar a ponte na proximidade da Cascata do Arado continua a subir por cerca de 100m e irá encontrar um estacionamento onde pode deixar o carro.

Após chegar a esse estacionamento deve seguir pela estrada de terra batida cerca de 3km até à Tribela. Quando aí estiver deve cortar à esquerda e após 1km irá encontrar uma casa com piscina (Casa do Doutor), após ultrapassá-la deve seguir pelo trilho marcado pelos pastores. Seguindo esse trilho irá descer uma encosta acentuada até chegar à beira do Rio Conho, onde existirá uma ponte de madeira para passar o rio e depois irá iniciar uma subida já no outro lado. Já no cume dessa encosta irá encontrar uma Casa de Abrigo onde deve virar à esquerda seguindo sempre o leito do rio. Essa viragem à esquerda é um trilho de pastores que deve seguir durante 2km. Após essa distância, e se tiver com atenção à paisagem, à sua direita irá avistar o deslumbrante e tão desejado, Poço Azul!

4º Dia

Mata da Albergaria | Cascata da Portela do Homem | Santuário de São Bento da Porta Aberta | Barragem de Vilarinho das Furnas | Brufe | Germil

Mata da Albergaria

Os bosques do Gerês são todos eles lindíssimos, mas na Mata da Albergaria parece que estamos na presença de um bosque encantado. Para a conhecer o melhor é percorrer a Geira Romana, uma estrada romana que ligava Braga a Astorga, em Espanha. Uma estrada em que as pedras do seu empedrado permanecem vivas e carregadas de histórias das centenas de pessoas que percorreram os seus 318 quilómetros de caminho. Uma mata em que os velhos carvalhos são os principais cicerone mas onde toda a biodiversidade prospera. Não deixe de conhecer esta maravilha da natureza!

Nota: Para circular na Mata da Albergaria tem de pagar uma taxa de 1,50€ entre os meses de Junho e Setembro.

Cascata da Portela do Homem

A Cascata da Portela do Homem é também uma das mais conhecidas da Serra do Gerês e uma das mais procuradas na hora de ir banhos. Nos meses de verão é comum vê-la à pinha de corajosos que se atrevem a mergulhar nas águas gélidas do Rio Homem.

Pela facilidade de acesso, na berma da estrada da Mata da Albergaria esta cascata consegue atrair muitos curiosos. A facilidade em aceder e, obviamente, a beleza única da sua envolvência e da água que cai fortemente do cimo de um penedo granítico formando uma avantajada lagoa de águas límpidas. É locais como este que atraem tantos turistas ao fantástico PNPG.

Como ir?

Em toda a estrada da Mata da Albergaria é proibido estacionar, sendo por isso proibido estacionar junto à ponte que dá acesso à cascata. Por isso deve estacionar na localidade da Portela do Homem e descer a pé durante cerca de 10 minutos. Chegando à ponte devem-se preparar para uma escalada de pedra para pedra, sempre com muito cuidado até chegar à lagoa da cascata.

Santuário de São Bento da Porta Aberta

Localizado na freguesia de Rio Caldo, encontramos o segundo santuário mais visitado do país, só superado pelo Santuário de Fátima. Este santuário começou por ser uma pequena igreja construída no ano de 1615 mas foi ampliada no século XIX e deu origem à estrutura tal como a conhecemos hoje em dia. São Bento da Porta Aberta é hoje um local de paragem obrigatória por terras do Gerês. A paisagem ao seu redor dá ainda maior valor ao já de si magnifico santuário.

Barragem de Vilarinho das Furnas

As águas da Barragem de Vilarinho das Furnas escondem, embora mal, uma das histórias mais marcantes do PNPG. Para a construção da barragem, a aldeia de Vilarinho das Furnas ficou submersa pelas águas do Rio Homem, mas ainda hoje em anos de tempo seco, principalmente no final do verão e início do outono, é possível ver as ruínas da aldeia quando a barragem baixa o caudal. Junto à barragem encontra-se o Centro Interpretativo de Vilarinho da Furnas caso queira ficar a saber um pouco mais sobre a história desta extinta aldeia.

Brufe

A poucos quilómetros da barragem encontramos a pitoresca aldeia de Brufe, onde despontam diversos traços do património rural, desde logo os espigueiros, as típicas casas graníticas e os moinhos de água. Não deixe de conhecer esta pequena aldeia através de um passeio pelas suas ruas e contacte de perto com o dia-a-dia rural do Gerês.

Germil

Outra pérola do Gerês rural é a aldeia de Germil. Localizada em plena Serra da Amarela, esta pequena aldeia está rodeada de imponentes penedos e repleta de densa vegetação. Uma típica aldeia onde a agricultura prospera e o ambiente de outrora continua bem conservado e enraizado no dia-a-dia dos seus habitantes. É um verdadeiro privilégio conhecer nos dias de hoje aldeias que ainda nos conseguem fazer viajar no tempo!