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Serra de São Mamede, o que visitar? | Roteiro de 2 dias

por Fábio Santos

Por sermos ribatejanos sempre consideramos o Alentejo como o nosso grande vizinho. As semelhanças são inúmeras, nos costumes, nas tradições e até na morfologia do território. Na Serra de São Mamede essas semelhanças esvaiam-se. É aqui que as planícies dão lugar à montanha. Como turistas ambíguos que somos, conseguimo-nos apaixonar tão rapidamente pelos campos de cultivo como pelas paisagens e trilhos sinuosos da serra. A natureza coloca brio em tudo que faz!

O Parque Natural da Serra de São Mamede é uma aliança frutífera entre o património histórico e o património natural. Os motivos de interesse para visitar esta região vão das incríveis cascatas aos altaneiros castelos localizados nos mais inóspitos lugares.  

Posto isto, todos os ingredientes estão aí à mão para condimentar a escapadinha de fim-de-semana perfeita. Falando em ingredientes, a gastronomia alentejana é outro dos pontos de destaque que motivam a visita. Se ficou interessado conheça o nosso roteiro de dois dias pela Serra de São Mamede, onde constam as nossas dicas de locais a visitar, onde comer e onde dormir.

Serra de São Mamede | Como organizar a viagem?

A Serra de São Mamede, embora não seja uma região enorme, dispõe de vários pontos de interesse que merecem a sua atenção e que facilmente preenchem entre dois a três dias. O nosso roteiro foi realizado num fim-de-semana, mas caso pretenda e disponha de tempo para fazer o roteiro com maior tranquilidade três dias é o tempo ideal.

As épocas do ano indicadas para visitar a região são a Primavera e o Verão, onde a probabilidade de encontrar bom tempo é maior para desfrutar das cascatas, das caminhadas e das praias fluviais da região. Contudo nos meses de verão é comum as cascatas serem bastante procuradas pelos turistas e locais, sendo difícil permanecer por lá tranquilamente. Aconselhamos os meses de Abril, Maio, Junho e Setembro para conhecer estas maravilhas da natureza. Contudo se visitar durante os meses de Outono e Inverno pode sempre apreciar as aldeias históricas de Alegrete, Marvão e Castelo de Vide e repousar num dos muitos alojamentos aconchegantes da região.

A nossa viagem foi feita com recurso a transporte próprio sendo impossível fazê-lo através de transportes públicos. Iniciámos o nosso roteiro pela região sul da serra, na aldeia de Alegrete e seguimos a partir daí em direção à região norte, terminando por terras do concelho de Castelo de Vide. É perfeitamente possível alterar a ordem, ou começar pela ordem inversa, mediante os gostos de cada um.

Serra de São Mamede | Roteiro de 2 dias

Dia 1

Alegrete

O nosso roteiro inicia pela região sul da Serra de São Mamede, pela tranquila aldeia de Alegrete que é dona de vistas inacreditáveis para as planícies alentejanas. Uma aldeia típica, com as suas casas brancas de faixa colorida, no seu interior vive-se tranquilamente o dia-a-dia numa aldeia maioritariamente rural. A ocupação humana em Alegrete remonta há vários séculos atrás, tendo sido ocupada por diversos povos e reconquistada por volta de 1160 pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

Da aldeia de Alegrete de destacar o Castelo de Alegrete que, pela sua posição geográfica, na proximidade da fronteira com Espanha desempenhou um papel importantíssimo na defesa do território do Alto Alentejo. Do topo da muralha do castelo é possível observar o panorama incrível da Serra de São Mamede com vistas para as planícies alentejanas e para o território espanhol.

Ao caminhar pelo centro da aldeia não deixe de apreciar a Igreja Matriz, datada do século XVI e as Capelas de São Pedro e da Misericórdia. Conhecer Alegrete é viver o estado mais puro do belíssimo Alentejo!

Cascata do Pego do Inferno

A poucos quilómetros da aldeia de Alegrete encontramos uma das pérolas da Serra de São Mamede. Para quem julga que não existem cascatas no interior do Alentejo está completamente enganado! Existem e são verdadeiramente incríveis.

Além de toda a envolvência natural deslumbrante, repleta de um denso verde, outra das grandes qualidades da visita à Cascata do Pego do Inferno é a comodidade. A cascata fica localizada a escassos metros da berma da estrada M517 e, em cerca de 5 minutos, consegue alcançar este tesouro pouco conhecido do Alentejo.

A cascata é alimentada pela ribeira de Arronches e, na zona da cascata, forma uma enorme piscina natural que é muito convidativa a banhos. É um sítio realmente mágico ?

Como chegar à Cascata do Pego do Inferno?

Como referimos, a cascata do Pego do Inferno é de fácil acesso e não necessita de andar muito para a encontrar. Se seguir o nosso conselho e a visitar após a ida a Alegrete, desça do centro da aldeia até à estrada M517 e vire à sua esquerda em direção à localidade de Mosteiros. A cascata fica na berma da estrada M517 um pouco antes de chegar ao centro da aldeia de Mosteiros.

Para ser mais fácil coloque no Google Maps “Cascata do Pego do Inferno”, mas verifique se não ficou colocada a conhecida cascata do Algarve, ou então se preferir coloque as coordenadas (Latitude: 39°11’52.0″N | Longitude: 7°17’11.0″W).

Uma vez no local, desça pela ribanceira abaixo pelos trilhos que estão já pisados no terreno e após cinco minutos de caminhada irá facilmente encontrar a fantástica cascata.

Cascata da Cabroeira

Não perdemos tempo e continuamos em busca das belíssimas cascatas da Serra de São Mamede. Entre a aldeia do Alegrete e Rabaça encontramos a Cascata da Cabroeira, já perto da fronteira com Espanha. Ao contrário da Cascata do Pego do Inferno, não espere facilidades no acesso. Para conhecer a cascata mais imponente da região, é necessária uma caminhada de cerca de 1km (só ida) que dura cerca de 20 minutos num trajeto muito acidentado.

A água da ribeira da Rabaça cai em pequenos socalcos formando pequenas piscinas naturais pelo caminho, até que no alto de um penhasco cai vertiginosamente formando uma considerável lagoa. Um local lindíssimo que requer bastante cuidado na sua visita devido ao piso escorregadio e com algum desnível, mas acredite que o lugar compensa todas estas dificuldades.

Como chegar à Cascata do Pego da Cabroeira?

Se partir da Cascata do Pego do Inferno diretamente até à Cascata da Cabroeira são cerca de 15km. Siga pela M517 e depois vire à sua direita em direção à M1045 até à localidade de Montinho. Aí siga pela M1044 até ao estacionamento que dá acesso à cascata. Se colocar no Google Maps “Cascata da Cabroeira” ou no GPS as coordenadas (Latitude: 39°17’42.1″N | Longitude: 7°20’15.2″W) facilmente irá encontrar o local de estacionamento.

Após estacionar siga pelo caminho de terra batida, durante cerca de 1km, irá encontrar inicialmente uma pequena piscina natural e se continuar o caminho irá ver uma enorme e lindíssima cascata. Siga as indicações do trajeto a pé conforme imagem abaixo:

Cascata de São Julião

Se julgavam que existir cascatas no Alentejo não passava de uma miragem, pois bem esta já é a nossa terceira cascata em plena Serra de São Mamede e todas elas encontram-se bastante pertinho umas das outras.

A cascata de São Julião, também conhecida pela Cascata do Monte Sete, por estar localizada perto de uma localidade com o mesmo nome, é provavelmente a mais idílica e selvagem de todas elas. Para a encontrar terá de caminhar durante cerca de 20 minutos por um piso acentuado, embora não muito perigoso. A cascata fica escondida num vale acentuado rodeada de densa vegetação onde o rio Xévora corre energicamente.

O facto da cascata se dividir em diversas quedas de água torna-a paisagisticamente deslumbrante. Entre as quedas de água sucessivas são formadas várias pequenas lagoas muito chamativas para ir a banhos. Nos dias de Verão, a cascata é invadida pelos veraneantes que procuram o refúgio do quente Alentejo. Sem dúvida a cascata mais fotogénica da Serra de São Mamede!

Como chegar à Cascata de São Julião?

Continuando pela rota das cascatas da Serra de São Mamede, siga pela M1044 e poucos quilómetros depois siga pela M1044-2 até ao vilarejo de Monte Sete. Quando chegar ao entroncamento que tem uma cedência de passagem que o leva até EN522 irá encontrar indicação para virar à direita numa placa que identifica a cascata. Siga de carro por essa rua estreita que se transforma em terra batida e estacione na ponta final da entrada onde está um local amplo para deixar o carro.

Desse ponto até à cascata são cerca de 15 minutos de caminhada num trajeto acidentado sempre a descer até ao vale onde se encontra a cascata. Siga as indicações do mapa que deixamos abaixo.

Miradouro do Pico da Serra de São Mamede

Depois de nos refrescarmos nas diversas cascatas que a serra nos presenteou, estava na hora de subir ao ponto mais alto do Parque Natural da Serra de São Mamede. Localizado a 1025 metros altitude é no alto da serra, como é normal, que encontramos uma das vistas mais deslumbrantes da região. Do seu topo é possível avistar as vilas de Marvão e Castelo de Vide e, segundo consta, ao longe consegue-se avistar a Serra da Estrela, Serra da Gardunha e até a Costa Atlântica. 

Como somos algo toscos não conseguimos discernir à distância as serras que estamos a observar, mas para nós também pouco importa. A verdade é que as vistas são deslumbrantes e vale a pena ficar por ali sentado a pasmar com a paisagem realmente incrível. E tem um aspeto positivo, é muito pouco frequentado, pelo menos na nossa passagem.

Marvão

No final da tarde deslocamo-nos para o lugar mais aguardado, Marvão. Esta bela vila é um dos grandes cartões de destaque da região do Alentejo e um dos locais mais míticos de Portugal. Por trás das suas muralhas passaram-se alguns dos episódios bélicos mais importantes da nossa história. Conhecer Marvão é embarcar no tempo, numa viagem que desejávamos que não tivesse bilhete de volta.

A vila raiana de Marvão, a escassos quilómetros de Espanha, desempenhou um papel importantíssimo na defesa do nosso território devido à sua localização estratégica. A sua ocupação remonta à época romana, mas é no período da ocupação islâmica, durante o refúgio de Ibn Marwan, que o nome da vila foi encontrado. Já na reconquista cristã, possivelmente pela mão de D. Afonso Henriques, Marvão volta a ganhar destaque no âmbito militar. Em 1226, o Rei D. Sancho II concede o foral à vila e pouco depois inicia-se a construção do castelo medieval. Anos mais tarde viria a verificar-se a sua utilidade e importância sendo palco das batalhas na Crise de 1383 a 1385 e na guerra da Restauração da Independência entre 1641 e 1648. Hoje, Marvão é uma das aldeias históricas mais bonitas de Portugal e sem dúvida uma das mais interessantes.

Comece a sua visita ao entrar pela lindíssima Porta de Rodão (entrada principal) e de seguida perca-se pelas suas estreitas ruelas de empedrado, apreciando os carismáticos casarios alentejanos brancos. Enquanto caminha pelas suas ruas dê especial atenção a alguns pontos de interesse que vão surgindo pelo caminho como o Pelourinho, Casa da Cultura, Torre do Relógio, Igreja de Santa Maria, a Cisterna, Igreja de São Tiago e a Igreja de São Tiago.

Não haja dúvidas que o grande ponto de destaque é o altaneiro Castelo de Marvão, onde no alto das suas muralhas e das suas torres poderá deslumbrar uma vista incrível sobre a maravilhosa paisagem da Serra de São Mamede. Como fomos ao final do dia assistimos a um pôr-do-sol que rapidamente entrou para o lote dos nossos favoritos. Foi de facto um momento incrível!

Dia 2

Portalegre

Como pernoitamos a escassos quilómetros de Portalegre iniciámos o nosso segundo dia pela cidade capital de distrito da região da Serra de São Mamede. Uma cidade onde a tranquilidade reina e onde pode caminhar calmamente e admirar as belas ruas do centro histórico da cidade sem andar a fugir dos automóveis.

Na nossa passagem, o Castelo de Portalegre encontrava-se em obras de restauro pelo que não conseguimos conhecer aquele que é o principal interesse da cidade. Mas calcorreando o centro histórico de Portalegre irá encontrar a Catedral de Portalegre (a necessitar de obras de recuperação), a Casa-Museu José Régio (poeta natural de Portalegre), o Museu Municipal, Museu Robinson e a Igreja de Santiago.

Ammaia

Se é fã de história vai delirar com a nossa próxima paragem! Na freguesia de São Salvador da Aramenha estão localizadas as ruínas de Ammaia, uma das maiores cidades do Império Romano. Fundada no século I d.C e habitada possivelmente até meados do século VI estima-se que nos seus tempos áureos tenha tido cerca de dois mil habitantes.

Classificada como Monumento Nacional em 1949, Ammaia é considerada unanimemente como um dos principais tesouros arqueológicos de Portugal. A visita às ruínas inicia-se com a visita ao Museu Cidade de Ammaia onde estão expostos alguns utensílios encontrados durante os trabalhos da investigação arqueológica. Entrando pelo exterior, na área da porta sul da antiga cidade irá encontrar o que resta das antigas torres defensivas, ruínas do antigo Fórum Romano, Templo Romana e das suas termas. Uma verdadeira viagem na história!

Portagem

Continuamos a nosso roteiro, ainda pela freguesia de São Salvador da Aramenha, para conhecer a povoação de Portagem. Por estar localizada nas margens do rio Sever é paisagisticamente incrível.

Antes de dar a conhecer os locais a visitar nesta agradável aldeia, falar da lenda que está na origem do seu nome. Segundo consta, o topónimo “Portagem” terá surgido aquando do momento da expulsão dos judeus de Espanha que, ao fugirem para Portugal, tinham de obrigatoriamente de passar por esta ponte, onde era cobrada a “portagem”. 

Na passagem por esta agradável aldeia, não deixe de conhecer a sua Ponte Romana de Portagem (a ponte que os judeus tinham de atravessar e pagar a dita portagem). Ao lado da ponte está localizada a conhecida Praia Fluvial de Portagem, uma piscina natural nas águas do rio Sever que tem excelentes infraestruturas de apoio e um relvado extraordinário para repousar. Infelizmente na nossa passagem a piscina estava praticamente seca.

Alameda dos Freixos

Ao seguir pela EN246-1 em direção a Castelo de Vide a partir de Portagem irá passar pelo trecho que a faz ser considerada “a estrada mais bonita de Portugal”. Logo após a saída de Portagem irá encontrar um túnel de freixos centenários que dão um ar bem pitoresco à estrada. O local é tão bonito que não fica indiferente a ninguém que por ali passa, sendo por isso comum ver várias pessoas a fotografarem o momento em que percorreram esta fabulosa estrada.

Castelo de Vide

Após passar pela icónica Alameda dos Freixos seguimos em direção à vila histórica de Castelo de Vide. Esta vila medieval abraçada por uma muralha com cerca de 2km de extensão é uma verdadeira caixinha de lugares encantadores.

Uma vila tipicamente alentejana, com as suas casas pintadas de branco com a tradicional faixa colorida e as suas ruas apertadas, mas cheias de charme. Ao chegar a Castelo de Vide iniciámos a nossa visita à vila pela Praça D. Pedro V onde estão instaladas duas das construções mais emblemáticas da vila, o edifício dos Paços do Concelho (atual Câmara Municipal) e a Igreja Matriz Santa Maria da Devesa. Depois seguimos pelas ruas do centro histórico em direção à Fonte da Vila e, de seguida, caminhamos pelas ruas estreitas do núcleo histórico mais antigo da Judiaria em direção à Antiga Sinagoga. O ponto alto da visita, como não podia deixar de ser, é o seu Castelo Medieval onde é possível apreciar as fantásticas vistas sobre a vila e sobre as paisagens deslumbrantes da Serra de São Mamede. Na altura da nossa visita o castelo encontrava-se em obras. Felizmente, há uns anos atrás, na nossa primeira visita a Castelo de Vide, conseguimos contemplar a maravilhosa vista do alto do castelo e por isso aconselhamos vivamente a conhecê-lo!   

Parque Megalítico dos Coureleiros

A escassos quilómetros de Castelo Vide encontra-se aquele que é um dos melhores exemplares do património megalítico em Portugal. Se é fã de história, não deixe de conhecer o Parque Megalítico dos Coureleiros, composto por cinco antas. Segundo consta este precioso património remonta possivelmente aos séculos IV e III a.C, uma verdadeira relíquia que perdura até aos dias de hoje. Aproveite o lugar e para além de ficar a conhecer a preciosa herança megalítica que os nossos antepassados nos deixaram, aproveite também as paisagens fantásticas do Parque Natural da Serra de São Mamede.

Albufeira da Barragem da Póvoa e Meadas

Para quem é fã de natureza não deixe de conhecer a Albufeira da Barragem da Póvoa e Meadas onde a biodiversidade prospera e a paisagem é irrepreensível. Esta barragem foi a primeira Central Hidroelétrica de Portugal, tendo sido construída em 1925 para produzir energia elétrica para as aldeias e vilas circundantes. O principal curso de água da albufeira é a ribeira de Nisa e atualmente as suas águas também são utilizadas para consumo humano, contribuindo para a rede de abastecimento de vários concelhos do Alto Alentejo. O local ganhou reconhecimento pela realização do famoso Festival Andanças que ocorre nos meses de verão.

Miradouro da Fonte dos Carvoeiros

Já na viagem de regresso, paramos no Miradouro da Fonte dos Carvoeiros. Neste miradouro tivemos o privilégio de presenciar uma vista arrebatadora, uma das mais bonitas da Serra de São Mamede. Não fomos nas horas certas, mas segundo ouvimos dizer o pôr-do-sol dali é incrível e, pela vista deslumbrante, acreditamos que seja verdade! No local existe um parque de merendas bem equipado para caso pretende realizar um piquenique ou uma refeição ligeira.

Flor da Rosa

A nossa última paragem, já fora do Parque Natural da Serra São Mamede, foi na aldeia da Flor da Rosa, concelho do Crato para conhecer o belíssimo Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa. Segundo consta este importante mosteiro foi mandado construída em 1356 sobre ordens de D. Álvaro Gonçalves Pereira e, de acordo alguns historiadores, foi o local de nascimento de uma das maiores figuras da nossa história, D. Nuno Álvares Pereira.

Esta belíssima construção de estilo gótico é atualmente uma arrojada opção de alojamento gerida pelas Pousadas de Portugal.

Serra de São Mamede | Onde dormir?

Um dos aspetos mais importantes na preparação de qualquer viagem é a seleção do alojamento em que vamos pernoitar. Normalmente temos sempre em conta a qualidade do hotel, a boa relação qualidade/preço e sobretudo a localização.

Na nossa passagem pela Serra de São Mamede pernoitamos apenas uma noite, mas confessamos que a região merece um conhecimento mais profundo e mais relaxado para a conhecer confortavelmente. Caso opte por pernoitar durante dois dias aconselhamos a selecionar dois alojamentos, um na região sul da serra e outro na região norte, economizando assim tempo precioso nas deslocações. Neste caso, aconselhamos a pernoitar uma noite em Portalegre ou Marvão (região sul) e outra noite na vila de Nisa ou Castelo de Vide (região norte).

Caso a sua viagem seja de uma noite, ou de várias, aconselhamos a permanecer sempre no mesmo hotel, evitando o desperdício de tempo em check-in e no carregamento das malas. Neste caso os locais ideais para ficar são Portalegre ou Marvão.

A nossa escolha:

A nossa seleção recaiu no Convento da Provença e não podíamos ter tomado melhor opção. Esta unidade turística está instalada num antigo convento, que foi magistralmente adaptado sem esquecer os pormenores da época da ocupação dos Frades Biguinos. No exterior estão ainda presentes ruínas do antigo convento que é possível ficar a conhecer de perto.

Como na época de verão o calor é extasiante no Alto Alentejo, não resistimos em dar um mergulho na fantástica piscina. Os quartos são espaçosos e muito confortáveis e o pequeno-almoço é variado e com produtos de extrema qualidade. Só temos aspetos positivos a referir da nossa estadia no Convento da Provença.

Serra de São Mamede | Onde comer?

Uma das coisas que mais nos alegra nas nossas deslocações ao Alentejo é a boa gastronomia. Desta feita não foi exceção e conhecemos dois excelentes restaurantes, ambos na pitoresca vila da Portagem perto de Marvão.

  • Restaurante Mil-Homens

Depois de um dia cheio de longas caminhadas vínhamos desejosos de uma boa refeição e não poderíamos ter tido melhor sorte. O restaurante Mil-Homens é um restaurante familiar dedicado essencialmente à confeção de pratos regionais. O menu é simples, mas repleto de iguarias típicas que nos confundiram na hora de tomar opções.

Do cardápio destaca-se a sopa de sarapatel, açorda alentejana, gaspacho, alhada de cação, ensopado de borrego, galinha tostada em azeite, cabrito de cachafrito, migas de batata e veado com setas. Com estas opções difícil foi escolher, mas acabamos por experimentar o ensopado de borrego e a galinha tostada em azeite e estavam ambos muito saborosos.

Se procura um restaurante para conhecer os sabores alentejanos, num espaço descontraído, intimista e de imensa qualidade, o Restaurante Mil-Homens é uma excelente opção!

  • JJ Videira

Portagem é uma aldeia recheada de bons restaurantes e o JJ Videira é outro igualmente excecional. Um restaurante pequeno de tamanho, mas enorme na qualidade de bem servir. Aqui os produtos da região do Alentejo são confecionados com mestria e os seus sabores saltam para a mesa de forma autêntica.

Na ementa de destacar: o bacalhau, carne de porco à alentejana, as migas, ensopado de borrego e os vários grelhados de porco ibérico. A nossa escolha recaiu para a grelhada mista de porco ibérico acompanhada de dois tipos deliciosos de migas, estava delicioso.

O JJ Videira, devido à sua qualidade e fama, está quase sempre cheio pelo que aconselhamos reservar previamente para não ter uma surpresa desagradável.

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2 comentários

Ronaldo Salek 12/09/2022 - 21:17

Parabéns, um belo trabalho.

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pontodepartida 13/09/2022 - 22:54

Muito obrigada!! ??

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